Cabos de Aço

Os cabos de aço são utilizados para inúmeros fins, seja em serviços estacionários como tirantes ou espias, cabos aéreos pata transportes, suspensão de pontes pênseis, ou então para puxar ou elevar pesadas cargas com em elevadores, guindastes, ponte rolantes e etc. Nestes vários serviços os cabos ficam expostos às mais variadas condições, desde os ambientes relativamente limpos e secos encontrados nos elevadores domésticos, até a plena exposição à intempérie onde podem estar sujeitos ao calor, ao frio, à chuva, ao pó. Muitas vezes são arrastados pelo chão, na água, na lama. 
   Todos estes fatores e mais outros ainda, encontrados em serviço, influem na 
escolha e no método de aplicação do lubrificante, para que fiquem asseguradas a longa vida útil do cabo, e o que muitas vezes é mais importante, a máxima segurança contra acidentes, principalmente quando se trata da vida de seres humanos. 

Porque é necessário lubrificar cabos de aço 

   Cada fio do cabo de aço pode estar em contato com três ou mais fios ao longo do seu comprimento. Os contatos se dão teoricamente ao longo de uma linha, mas, na realidade, esta linha se transforma numa estreita faixa pela deformação causada pela carga. A área total de carga ou de suporte, no fio de um cabo de aço, é relativamente grande, provavelmente maior do que numa máquina de peso similar. Quando a carga é aplicada ao cabo de aço e quando este é dobrado ou fletido nas roldanas ou tambores, as tensões se desenvolvem no sentido de causarem o movimento das pernas e dos fios uns sobre os outros. A menos que se consiga manter uma película lubrificante nas áreas de contato, poderão resultar considerável atrito e desgaste devidos a este movimento. 

Segue a baixo alguns motivos de deterioração de cabos de aço

Fadiga - Uma das principais causas do rompimento dos cabos de aço é a fadiga do material. 
Os esforços de flexão e tração, inúmeras vezes repetidos, causam esta fadiga. Eventualmente, alguns fios se rompem primeiro e o cabo vai progressivamente enfraquecendo até que seja necessário retirá-lo de serviço. Se a lubrificação for inadequada, os esforços no cabo aumentam devido à maior resistência ao movimento dos fios uns sobre os outros; a fadiga aparece mais depressa e a vida útil do cabo de aço fica reduzida. 

Corrosão - Outra causa importante de ruptura dos cabos de aço é a corrosão, termo que abrange não só o ataque direto aos fios por fluidos corrosivos como sejam, águas ácidas nas minas, como também o ataque pela ferrugem. A superfície total dos fios expostos ao ataque corrosivo é muito grande. 
Por exemplo, já foi calculado que por 30 m de cabo de 1” de diâmetro e de 6 x 7, a superfície exposta atinge a 10 m² ; de 6 x 19 será 18 m² e de 6 x 37 atingirá aproximadamente 25 m². 
Para que se possa proteger o cabo contra a corrosão, é preciso que o lubrificante resista ao desalojamento pela umidade em qualquer ponto da superfície dos fios. 

Proteção da alma do cabo - Finalmente, o lubrificante também é imprescindível para reduzir ao mínimo o atrito e o desgaste na superfície da alma do cânhamo, para evitar sua deterioração, protegendo-a contra a penetração da água e impedindo o seu ressecamento. O desgaste, a deterioração ou o ressecamento da alma redundam na diminuição do seu diâmetro, não lhe permitindo suportar eficientemente os fios ao seu redor. As pernas tendem a se sobrepor, podendo acarretar sérios danos aos fios. 
   Podemos dizer, em resumo, que as várias ações destrutivas a que estão sujeitos os cabos de aço, principalmente o atrito, abrasão, desgaste, fadiga, corrosão e rompimento dos fios devido à deterioração da alma só podem ser atenuadas pela eficiente aplicação de um lubrificante adequado. 
   Entretanto, outras causas mecânicas provocam o rompimento dos cabos de aço e não podem ser evitadas mesmo com o uso das melhores práticas de lubrificação. 
Supondo que o cabo de aço foi corretamente escolhido para determinada espécie de serviço (isto é, tenha suficiente resistência, flexibilidade, etc.), estas causas mecânicas poderão incluir: roldanas de diâmetro muito pequeno, provocando esforços de flexão desproporcionados; desnecessários esforços de flexão ou dobramento reverso do cabo; ranhuras das roldanas inadequadas ao diâmetro do cabo, pois se a ranhura for muito larga não poderá suportar convenientemente o cabo, e, se muito estreita, poderá esmagá-la ou deformá-lo; velocidade excessiva e, finalmente, poderão ficar retorcidos pelo manejo descuidado. 


Meu cabo já vem lubrificado. Devo relubrifica-lo? 

O lubrificante existente no interior do cabo protege-o durante o embarque, 
armazenagem e instalação. Sob condições favoráveis, continua protegendo o cabo durante algum tempo. Deve-se, entretanto, reconhecer que a maioria do lubrificante que impregna a alma do cabo é expulso durante a formação das pernas; o restante vai-se perdendo durante a armazenagem e quando o cabo é submetido à carga. Com raríssimas exceções, sempre será preciso providenciar um programa de lubrificação dos cabos de aço logo após sua instalação. 


O lubrificante de cabos de aço de base betuminosa ( graxas asfáltica ) 

As graxas asfálticas durante anos foram empregadas na lubrificação de cabos de aço, e ainda hoje não muito difícil encontrar empresas utilizando tal produto. Logo algumas propriedades indesejadas em sua formulação atacam o meio ambiente, o homem e também deixam de cumprir os quatro requisitos básico de lubrificação de cabos de aço que são: 

- Proteção contra corrosão 
- Penetração no interior do cabo 
- Ação desaguante, ou ação contra o desalojamento. 
- Resistencia a extrema pressão 

Obs: Não se lubrifica cabos de aço com graxas múltiplas aplicações ou graxas de rolamentos por não conter as quatro propriedades básicas de lubrificação de cabos de aço. 

Também quando possível as graxas para cabos de aço não deve ser nociva ao usuário e sempre contribuir com o menor impacto ao meio ambiente. 

As graxas betuminosas tem sua origem no petróleo e consequentemente contém características asfálticas, ou seja, tem suas vantagens e suas desvantagens. A vantagem é que são produtos relativamente mais barato do que diz respeito a valor por quilo de graxa. Logo as desvantagens são um pouco mais preocupantes. As graxas asfálticas tem características de alta resistência a água, por sua vez como contém características asfálticas proporcionam na maioria das vezes a vedação dos cabos de aço, com isso a água não penetra, porém alguma umidade que sempre está presente nas partes internas dos cabos não consegue sair pela diferença de pressão atmosférica devido a ação de vedação do asfalto. Com isso a deterioração interna dos cabos é acelerada. 

Outro ponto muito sério destes produtos asfálticos é o impacto ao meio ambiente logo que devido a alta densidade do produto, este pode afundar nas águas, dificultando sua separação. Transmite qualidades indesejáveis ás águas prejudicando seu uso. Deve-se estar atento quando a contaminação de mananciais que são utilizado para a produção de águas potáveis, pois esses devem totalmente isento de produtos de petróleo. Um quilo de graxa betuminosa dispersa em água pode contaminas a potalidade de 1 milhão de litros d’água. Pode causar a mortalidade de organismos aquáticos.


Por ultimo, o ponto mais importante deste produto é a necessidade de aquecimento da graxa para a total penetração nos cabos de aço e os problemas pelo contato direto com tal produto. O aquecimento pode liberar gás sulfúrico e contato quando aquecido pode causar severas queimaduras. Logo que o ponto de gota ( ponto em que a graxa começa a fluidificar para a aplicação ) dessas graxas gira em torno de 80ºc. O contato prolongado por exemplo com roupa molhada com estas graxas, podem produzir o desengorduramento ou uma irritação que se caracteriza por rubor e mal-estar. Segundo IARC ( Intrenationa Agency for Reserch on Cancer ) existe evidência de que estas graxas sejam carcinogênicas. 

A solução com tecnologia ecologicamente correta tem nome!!! 

Cablegrease® 420 

Graxa de alta performance semi-sintética ecologicamente correta para lubrificação de cabos de aço em geral. Cumpre com vantagens as especificações de graxas para cabos de aço sendo: 

- Semi-fluida ( consistência NLGI 000 não necessita aquecer ) 
- Contem aditivo de extrema pressão a base de sólidos de 3ª geração 
- Contém aditivo desumificante e hidrorepelente “Aquafree” 
- Contém aditivo anti-corrosivo de alta proteção 
- De acordo com a Norma NBR ISO 4346 
- Faixa de trabalho de até 180ºC 
- Filme de espessura ideal para um baixo encrostamento por intempéries suspensos no ar 
- Alto rendimento 1 kg de graxa lubrifica 60m de cabos de aço de 1”; 100m de cabos de aço de ¾”; e 150m de cabos de aço de5/8”. 

Aprovação – Petrobras, Mercedes Benz e pelas maiores empresas de elevação de cargas do mercado. 

Recipientes: Baldes de 18kg e tambores de 170kg 

Cablegrease® 420 é muito mais vida para seu cabo de aço!!! 



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Fonte da notícia em: Mobil, Petrobras, Tecnolub
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